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Olá, tudo bem? seja bem vindo, esse é um trabalho de pesquisa acadêmico que tem o objetivo de trazer um pouco da historia da música baiana. Vamos ver juntos como um único Estado consegue abrigar tamanha diversidade musical, de onde vieram essas influências e como o seu crescimento cultural e comercial teem contribuído para o reconhecimento da Bahia como celeiro cultural e importante polo turístico.
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INTEGRANTES DA EQUIPE PEDAGOGIA UNEB 2011.2
GUTO GUITAR músico desde 1985 www.youtube.com/watch?v=rY6FwpmUdM0
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LINDINALVA, AUGUSTO, PAULA, GRAÇA
HEVERTON, NAYANE,
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NÃO SE ESQUEÇA DESSA DATA
primeiro de outubro 01/10
O Dia Mundial da Música foi instituído em 1975 pelo International Music Council, uma organização não-governamental fundada em 1948 sob o patrocínio da UNESCO. Pretendia-se, assim, promover os valores da paz e da amizade por intermédio da música. Hoje, e passadas mais de três décadas, a data continua a ser assinalada em todo o planeta.
Bamdamel 91 Baianidade Nagô.mp3 (1,8 MB)Bamdamel 90 Prefixo de verão.mp3 (1,3 MB)
VERTENTES IMPORTANTES DA MUSICA BAIANA
PESQUISADAS POR NOSSA EQUIPE
EXEMPLO DE DIVERSIDADE QUE NASCE EM UM SÓ BERÇO
GILBERTO GIL
SAMBA DE RODA
NOVOS BAIANOS
DORIVAL CAYMMI
Gilberto Gil
26/06/1942, Salvador (BA )
Gil tornou-se conhecido no programa de TV O Fino da Bossa, de Elis Regina |
Gilberto Gil é uma das maiores personalidades da música brasileira, reconhecido mundialmente. Sua carreira internacional já lhe rendeu um Grammy na categoria Melhor Disco de World Music em 1998 e um Grammy Latino em 2003.
Gilberto Passos Gil Moreira nasceu em Salvador e passou a infância em Ituaçu, no interior da Bahia, onde começou a se interessar pela música ouvindo Orlando Silva e Luiz Gonzaga.
Aos 9 anos, mudou-se para Salvador e começou a aprender acordeom. Aos 18 anos, formou o conjunto "Os Desafinados". No fim dos anos 1950, influenciado por João Gilberto, passou a tocar violão.
Durante a faculdade de administração de empresas, conheceu a música erudita contemporânea. Em 1962, gravou o seu primeiro compacto solo e conheceu Caetano Veloso, Maria Bethânia e Gal Costa. No ano seguinte, com Tom Zé integrando o grupo, fizeram o show "Nós, Por Exemplo", no Teatro Vila Velha, em Salvador.
Logo em seguida, Gil mudou para São Paulo, onde trabalhou na empresa Gessy-Lever. Nessa época conheceu Chico Buarque, Torquato Neto e Capinam.
Em 1965, cantou a música "Iemanjá", no 5o Festival da Balança, promovido pelo Diretório Acadêmico da Faculdade de Direito da Universidade Mackenzie, que foi gravado pela RCA.
Gil tornou-se conhecido no programa de televisão "O Fino da Bossa", comandado por Elis Regina, onde apresentou, entre outras, suas composições "Eu Vim da Bahia" e "Louvação". Com o sucesso, deixou o emprego e assinou contrato com a Philips, que lançou seu primeiro LP, "Louvação", em 1967.
Já no Rio de Janeiro, Gil participou de festivais da Record e da TV Rio e chegou a ter seu próprio programa na TV Excelsior, o "Ensaio Geral".
No 3o Festival da Record, em 1967, Gil apresentou "Domingo no Parque" acompanhado pelos Mutantes, e conquistou o segundo lugar.
"Alegria, Alegria", de Caetano Veloso, ficou em quarto lugar e formou, junto com "Domingo no Parque", o embrião do movimento tropicalista, que misturava os elementos da indústria cultural e os materiais da tradição brasileira. Diferente da Bossa Nova, o tropicalismo tinha uma proposta crítica, mostrando uma preocupação com os problemas sociais do país.
Em 1968, foram lançados os LPs "Gilberto Gil" e "Tropicália ou Panis et Circensis", disco que contou, além de Caetano e Gil, com Os Mutantes, Torquato Neto, Capinam, Gal Costa, Tom Zé e Nara Leão.
Em 1969, Gil e Caetano Veloso foram taxados de "subversivos" pelo regime militar e partiram para o exílio na Inglaterra. Retornaram ao Brasil em 1972. Gil lançou "Expresso 2222" e "Refazenda".
No álbum "Realce", de 1979, mostrou seu interesse pelo reggae e o pop. São dessa fase os LPs "Luar", "Um Banda Um", "Extra", "Raça Humana", "Dia Dorim, Noite Néon" e "O Eterno Deus Mu Dança".
Gil trabalhou com Jimmy Cliff e em 1980 lançou uma versão em português do reggae "No Woman, No Cry" ("Não chores mais") sucesso de Bob Marley.
Em 1993, com Caetano Veloso, lançou "Tropicália 2", que incluía o rap na faixa "Haiti".
Entre os discos "Quanta" e sua versão ao vivo, "Quanta Gente Veio Ver", lançou "O Sol de Oslo", pelo selo Pau Brasil. No ano 2000, a parceria com Milton Nascimento rendeu o disco "Gil e Milton".
Dentre seus muitos sucessos, os maiores foram "Preciso Aprender a Só Ser", "Eu Só Quero um Xodó" (Dominguinhos/ Anastácia), "Punk da Periferia", "Parabolicamará", "Sítio do Pica-pau Amarelo", "Soy Loco por Ti América" (com Capinam), "Realce", "Toda Menina Baiana", "Drão", "Se Eu Quiser Falar com Deus" e muitas outras.
De 1989 a 1992, Gil foi vereador na Câmara Municipal de Salvador pelo Partido Verde. Em 2 de janeiro de 2003, tomou posse no cargo de Ministro da Cultura, no governo de Luiz Inácio Lula da Silva, do qual demitiu-se em julho de 2008, para dedicar-se à carreira artística.



Confira este artigo "CIENTÍFICO" e aprenda um pouco mais...
1
MÚSICA NA BASE DA ESTRUTURA SOCIAL DA BAHIA URBANA DO SÉCULO
XIX: NOTAS DE CONTEXTUALIZAÇÃO
Luciano Carôso
Pablo Sotuyo Blanco
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14/11/2011 15:08O SAMBA DE RODA


O samba de roda é uma forma de preservação da cultura dos negros africanos escravizados no Brasil. A influência portuguesa fica por conta da introdução da viola e do pandeiro.
Acompanhado por atabaques, ganzá, reco-reco, viola e violão, o solista entoa cantigas, seguido em coro pelo grupo a dançar. Ligado ao culto de orixás e caboclos, à capoeira e às comidas à base de dendê, o samba de roda teve início por volta de 1860, como forma de preservação da cultura dos negros africanos escravizados no Brasil. A influência portuguesa, além da língua falada e cantada, fica por conta da introdução da viola e do pandeiro.
Tradição milenar no Recôncavo Baiano, a manifestação concorre, inclusive, ao título de Obra-Prima do Patrimônio Oral e Imaterial da Humanidade. Presente no trabalho de renomados compositores baianos - Dorival Caymmi, João Gilberto, Caetano Veloso -, esse misto de música, dança, poesia e festa se revela de duas formas características: o samba chula e o samba corrido. A chula, uma forma de poesia, é declamada pelo solista, enquanto o grupo escuta atento, só se rendendo aos encantos da dança após o término do pronunciamento, quando um participante por vez adentra o meio da roda ao som da batucada regida por palmas. Já no corrido, o samba toma conta da roda ao mesmo tempo em que dois solistas e o coral se alternam no canto.
Também conhecida como Umbigada – porque cada participante, ao sair da roda, convida um novo para a dança dando-lhe uma “umbigada” -, a manifestação típica do Recôncavo tem destaque nas cidades de Cipó, Candeias e Cachoeira durante os festejos juninos e da Boa Morte. Em São Félix, Muritiba, Conceição do Almeida e Santo Amaro, o samba de roda é destaque na festa de Nossa Senhora da Purificação. São Francisco do Conde, Feira de Santana, Itacaré e, novamente, Conceição do Almeida celebram o samba de raiz na festa de Dois de Julho.
Por Marco Aurélio Fiochi
"Eu trabalho o ano inteiro
Na estiva de São Paulo
Só pra passar fevereiro em Santo Amaro
Só pra passar fevereiro em Santo Amaro"
[Tarasca Guidon, Waly Salomão]
Nos meses de janeiro e fevereiro, o Recôncavo Baiano, faixa de terra em que as águas da Bahia de Todos os Santos avançam dando ao mapa do estado um formato côncavo, é um dos pontos mais efervescentes da cultura popular brasileira. O período de festas é comparável em tamanho e importância ao de São João, há vários anos estabelecido como principal data nordestina. Nas cidades que compõem a região, não só a famosíssima Santo Amaro da Purificação, mas também as irmãs Cachoeira e São Félix (ligadas por uma centenária ponte de madeira e ferro que agüenta firme o vaivém de seus moradores nessas celebrações), São Braz e São Francisco do Conde, as festas religiosas, como a do Senhor de Santo Amaro, em janeiro, e a da Senhora da Purificação, em fevereiro, são motivo para comemorações que se estendem por dias. É samba para todo lado nos quintais das casas coloniais, nos terreiros de candomblé, nas escadarias e praças que circundam igrejas católicas.
Mais do que um ritmo ou coreografia, o samba-de-roda é um ritual comunitário, um acontecimento social que reúne em longas sessões, regadas a fartos banquetes, senhores e senhoras, seus filhos, seus netos. Diferentemente da forma de dançar o samba em outras partes do país, como o samba carioca, marcado por movimentação corporal mais frenética, o samba-de-roda se dança em modo "miudinho", com o tronco quase imóvel, os movimentos dos membros inferiores e do quadril curtos, enquanto os pés compassadamente vão desenhando círculos em torno da roda de sambistas.
"Dona da casa me dá licença/Me dê seu salão para vadiar"
[Dona da Casa, domínio público, adaptação J. Velloso/Paulinho Daflin]
Os instrumentos são de percussão, como atabaque e pandeiro, mas também há as cordas, entre elas a viola portuguesa, ou viola-de-machete. Em algumas variações são usados como instrumento ainda o prato e a faca, tocados com maestria por sambistas como Dona Edith do Prato. Palmas acompanham toda a sessão. A melodia em geral é alegre, e as letras das canções são em parte auto-referentes ao ter como tema principal o samba e o contexto urbano em que se realiza. Louvações a santos e à natureza também povoam um repertório tradicional e em geral adaptado pelos diversos grupos.
O inventário do Iphan para a patrimonialização dessa expressão artística dá como data inaugural do samba-de-roda o ano de 1860, o que o vincula necessariamente à etapa final da escravidão no país. Arte de senzala, portanto, ele estava intimamente ligado às línguas e aos cultos africanos e também à capoeira. Reza a lenda que, nesses tempos, toda festa de santo invariavelmente terminava em samba. Mas, como outros aspectos da cultura brasileira, o samba do Recôncavo sofreu a influência da miscigenação. Um exemplo é o prato e a faca usados como percussão - objetos da cultura burguesa européia, eles ganharam outro significado ao cair no samba. A língua portuguesa, com sua poética e melodia da fala, se faz presente nas letras e na dolência do canto.
São inúmeros os grupos que levam o samba-de-roda, alguns deles com ressonância além do traçado da Bahia, como o Samba de Roda Suerdieck, de Cachoeira, que tem à frente dona Dalva Damiana de Freitas, ex-funcionária da fábrica de charutos homônima localizada em São Félix (além das festas, o samba-de-roda costumava ser a companhia de ofícios pesados como o das charuteiras e dos lavradores da cana-de-açúcar que fizeram a riqueza da região). Outros exemplos são o Samba Chula de São Braz e o Vozes da Purificação, que congregam senhores e senhoras em geral aposentados do serviço público ou da educação, os quais têm no samba atualmente uma de suas principais interações com a cultura.
Compositores como Roberto Mendes, Jota Velloso e Jorge Portugal têm se encarregado de trazer elementos dessa sonoridade tradicional para o contexto contemporâneo, além de atuar como produtores musicais de alguns dos grupos acima citados. Nesse cenário, a cantora Maria Bethânia, desde que iniciou fase independente das exigências de grandes gravadoras, abre cada vez mais espaço em seu repertório para os sambas de sua terra.
"Quanto mais a gente ensina/Mais aprende o que ensinou/Ê ah, ê ô/Ê ah, ê ô"
[Filosofia Pura, Roberto Mendes/Jorge Portugal]
O título de Obra-Prima do Patrimônio Oral e Imaterial da Humanidade, concedido pela Unesco em 2005, veio um ano depois de o samba-de-roda ter se tornado patrimônio imaterial brasileiro, por meio do Iphan. Nesse meio tempo, boa parte do repertório do Recôncavo foi registrada no CD-catálogo Samba de Roda - Patrimônio da Humanidade. Organizado e produzido por associações de sambadores, o material revela que a preservação dessa arte no cenário contemporâneo passa necessariamente pelo associativismo. Em texto do etnomusicólogo Carlos Sandroni para a publicação, é dado o devido crédito ao samba-de-roda como matriz de várias outras modalidades de samba, mais diretamente o carioca.
E foi justamente esse samba pioneiro, até mesmo na hora de se tornar patrimônio, que abriu o caminho para que outras modalidades do ritmo passassem a ostentar o título, caso do carioca, certificado em 2007, e do samba rural paulista, que se prepara para a avaliação do Iphan.
o fenômeno "OS NOVOS BAIANOS"
| Novos Baianos | |
|---|---|
| Informação geral | |
| Origem |
Salvador, |
| País |
|
| Gêneros | Rock 'n' roll, MPB, samba rock, rock psicodélico, bossa nova, tropicália |
| Período em atividade |
1969–1979 1987 1990 1997 2008–Atualmente |
| Gravadora(s) | RGE, Som Livre, Continental, Tapecar |
| Afiliações | A Cor do Som, João Gilberto, Marisa Monte |
| Ex-integrantes | |
|
Pepeu Gomes Paulinho Boca de Cantor Baby Consuelo Moraes Moreira Luiz Galvão Dadi Jorginho Gomes |
|
Os Novos Baianos foi um conjunto musical brasileiro, nascido na Bahia, ativo entre os anos de 1969 e 1979. Eles marcaram a música popular brasileira e até o rock brasileiro dos anos 70, utilizando-se de vários ritmos musicais brasileiros que vão de bossa nova, frevo, baião, choro, afoxé ao rock n' roll.[1] O grupo lançou oito trabalhos antológicos para MPB. Influenciados pela contracultura e pela emergente Tropicália. Contava com Moraes Moreira (compositor, vocal e violão), Baby Consuelo (vocal), Pepeu Gomes (Guitarra), Paulinho Boca de Cantor (vocal), Dadi (baixo) e Luiz Galvão (letras) entre outros.
O segundo disco do grupo, Acabou Chorare, que mescla guitarra elétrica, baixo e bateria com cavaquinho, chocalho, pandeiro e agogô, foi eleito pela revista Rolling Stone como o melhor disco da história da música brasileira em outubro de 2007 (anexo).
Índice[esconder] |
[editar] Carreira
[editar] Formação e primeiros anos
A história do grupo começou em 1969. com o espetáculo "O Desembarque dos Bichos Depois do Dilúvio Universal", no Teatro Vila Velha, em Salvador, Bahia, onde pela primeira vez juntos, se apresentaram Luiz Galvão, agrônomo formado, Paulinho Boca de Cantor, ex-crooner da "Orquestra Avanço", popular nas noites de Salvador, Moraes Moreira, a única não-baiana do grupo, a niteroiense Baby Consuelo, e Pepeu Gomes.
Moraes Moreira foi apresentado a Tom Zé, que era amigo de Galvão[2]. Baby Consuelo conheceu os dois (Moraes e Galvão) em um bar, enquanto passava as férias em Salvador. Mais tarde, Paulinho Boca de Cantor conheceu os três, e se uniu a eles. Dos membros que formariam o grupo mais tarde, apenas Pepeu Gomes era músico, e havia passado por diversas bandas. Nas apresentações em palco e gravações, o grupo era inicialmente pelo um quarteto, acompanhado pelo grupo 'Os Leifs',[2] que depois teve seu nome mudado para A Cor do Som, do qual faziam parte o baixista Dadi, o baterista/percussionista Baxinho José Roberto Martins Macedo, o guitarrista Pepeu Gomes e seu irmão baterista, Jorginho Gomes. Pepeu Gomes se casou com a vocalista da banda, Baby Consuelo, e é incorporado definitivamente ao grupo e, ao lado de Moraes Moreira, colabora de maneira como arranjador musical do grupo.
Em 1969 se inscreveram para o V Festival de Música Popular Brasileira com a canção "De Vera". A origem do nome surgiu em decorrência a uma apresentação na Rede Record, quando ainda sem nome definido para o grupo, o coordenador do festival, Marcos Antônio Riso gritou "Chama aí esses novos baianos!".[2] Os Novos Baianos nunca foram controlados por gravadoras e empresários, tanto que, quando foram para São Paulo, se apresentaram em diversos programas de televisão, extrapolando o tempo previsto.
[editar] O Auge
O primeiro empresário do grupo foi Marcos Lázaro, e a primeira gravadora foi a RGE, onde lançaram um compacto simples, "De Vera"/"Colégio de Aplicação", e no ano de 1970 o primeiro long play, titulado de É Ferro na Boneca, que além de trazer as canções do compacto, e uma grande mistura de gêneros, foi tema dos filmes "Caveira My Friend" e "Meteorango Kid". Apesar de tudo, o número de cópias vendidas do disco não foi tão extensa.
Com a desclassificação de "Vera" do Festival da Record, Os Novos Baianos resolveram seguir para o Rio de Janeiro. Lá, moravam todos juntos em quatro cômodos, o que fazia com que o entrosamento entre os músicos fosse muito grande. Em 1971, gravaram o segundo compacto simples, "Volta que o Mundo dá", e receberam a visita de João Gilberto, que viria a influenciá-los com o samba.[1] Após a grande fusão de gêneros brasileiros, sugerida por João Gilberto, e a guitarra de Pepeu Gomes, surgiu o mais consistente e lembrado disco do grupo, Acabou Chorare, pela Som Livre; considerado o melhor álbum brasileiro da história segundo a revista Rolling Stone (anexo).
Em Jacarepaguá, alugaram um sítio apelidado de "Sitio do vovô". Viviam de forma quase anárquica em pleno regime militar. Em uma nova gravadora, a Continental, lançam seu terceiro álbum de estúdio, Novos Baianos F.C., com inovações rítmicas e líricas. O disco ganhou um filme homônimo de Solano Ribeiro.[3]
Os Novos Baianos se mudam novamente, desta vez para uma fazenda em São Paulo, a convite de um executivo da Continental. Lá gravaram o quarto disco, Novos Baianos, mais conhecido por Alunte. O disco não vendeu tanto quanto os anteriores, o que levou ao desentendimento com a gravadora. A crise começou, Moraes Moreira, principal letrista da banda resolveu partir para a carreira solo.
[editar] O Declínio e fim
Desfalcados de Moraes Moreira, letrista principal ao lado de Galvão, o grupo faz de Pepeu Gomes o exemplo instrumental. O disco seguinte, Vamos pro Mundo, foi lançado ainda em 1974 pela Som Livre e tinha como foco as faixas instrumentais em choro, baião e samba.
Em 1976, o grupo assina seu contrato mais longo, de dois anos com a gravadora Tapecar. O primeiro álbum na gravadora, Caia na Estrada e Perigas Ver, investiu no samba, rock e Pandeiro e "Brasileirinho" de Waldir Azevedo. Em 1977 lançara Praga de Baiano, já enfraquecidos pelo processo inicial das carreiras solo de Paulinho, Pepeu e Baby. O disco trazia o trio elétrico, frevo, e bastante música instrumental. Tornaram-se atração dos trios-elétricos, e Baby Consuelo foi a primeira cantora desse tipo de evento.
O último trabalho, Farol da Barra (álbum) Farol da Barra, pela CBS, homenageia os compositores Ary Barroso e Dorival Caymmi, regravando "Isto Aqui O Que É?", e "Lá Vem a Baiana". O principal destaque do disco era a faixa-título, uma parceria entre Galvão e Caetano Veloso. No ano seguinte o grupo encerra suas atividades.
[editar] Reuniões posteriores
Em 1987, Baby, Pepeu e Paulinho se reuniram em uma apresentação única no Teatro Castro Alves.
Em 1990, a reunião completa de Baby, Paulinho, Pepeu e Moraes Moreira aconteceu em um trio elétrico nas ruas de Salvador. Nesse mesmo ano, Pepeu e Moraes gravam um trabalho juntos.
A banda também se reuniu em meados da década de 1990 para uma apresentação com Marisa Monte, que apoiou o retorno do grupo aos estúdios. Em 1997, o grupo reúne sua formação original e lançam o disco duplo: Infinito Circular.
Em 2009, durante o carnaval de Salvador, se reuniram novamente Paulinho, Baby e Pepeu para duas apresentações abordo do trio elétrico intitulado "Os Novos Baianos" a banda percorreu o circuito do Campo Grande até a praça Castro Alves arrastando inúmeros fãs . O trio contou, ainda, com a participação das filhas de Baby o grupo "SNZ" e de seu filho Pedro Baby;
Também em 2009 o grupo se apresentou na Virada Cultural, no palco localizado na Avenida São João em São Paulo. O show foi visto por um milhão de pessoas no Domingo (3/5). A apresentação contou com Baby do Brasil, Pepeu Gomes, Luis Galvão e Paulinho Boca de Cantor, da formação clássica. Moraes Moreira não tem se apresentado mais com o grupo Novos Baianos.
[editar] Discografia
[editar] Álbuns de Estúdio
- 1970 – É Ferro na Boneca (RGE)
- 1972 – Acabou Chorare (Som Livre)
- 1973 – Novos Baianos F.C. (Continental)
- 1974 – Novos Baianos (Continental)
- 1974 – Vamos pro Mundo (Som Livre)
- 1976 – Caia na Estrada e Perigas Ver (Tapecar)
- 1977 – Praga de Baiano (Tapecar)
- 1978 – Farol da Barra (CBS)
- 1997 – Infinito Circular (Globo/Polydor)
[editar] Compactos
- 1969 – "Colégio de Aplicação" / "De Vera"
- 1970 – "Volta que o Mundo dá"
- 1971 – "Psiu" / "29 Beijos" e "Globo da Morte" / "Mini Planeta Íris" (Compacto Duplo)
- 1971 – "Dê um rolê" / "Você me dá um disco?" e "Caminho de Pedro" / "Risque" (Compacto Duplo)
- 1973 – "No Tcheco Tcheco" / "Boas Festas"
- 1973 – "A Minha Profundidade" / " O Prato e a Mesa"
- 1976 – "Ninguém segura este País" / "Ovo de Colombo"
[editar] Bibliografia
- GALVÃO, Luiz. Anos 70: Novos e Baianos. São Paulo: 34, 2006.
- MOREIRA, MORAES. A História dos Novos Baianos e outros versos. São Paulo: Língua Geral, 2010.
- MORAIS JUNIOR, Luis Carlos de. O Sol nasceu pra todos:a História Secreta do Samba. Rio de Janeiro: Litteris, 2011.
Referências
- ↑ a b Música Nordestina - Novos Baianos. UFBA (20-07-2008).
- ↑ a b c F®ëðy§ÑZ (20-07-2008). ♫♫ Os Novos Baianos ♫♫. www.novosbaianos.zip.net.
- ↑ Documentário "Novos Baianos FC". som barato (28-07-2008).
[editar] Ligações externas
- Moraes Moreira, página oficial
- Baby Consuelo (do Brasil), página completa
- Novos Baianos, página completa
- Pepeu Gomes, página oficial
- Discografia completa com capas
- Texto sobre um dos principais albuns: Acabou Chorare
- Novos Baianos na Revista TriP
DORIVAL CAYMMI


Dorival Caymmi
30/04/1914
Discografia

